Buscar
  • Giovanna Segismundo

Captação de água da chuva

Atualmente o Brasil encontra-se em aguda crise hídrica, principalmente nas regiões sul e sudeste do país, que acaba resultando em problemas sequenciais, como uma possível crise energética, considerando que a maior fonte de energia elétrica do Brasil é hidroelétrica.


Novos documentos do Cemaden voltaram a afirmar no segundo trimestre de 2020 que uma estiagem prolongada impactaria ainda mais os bolsões de água do Centro-Sul do país. Informação comprovada a partir do monitoramento realizado nos rios e reservatórios de diversas bacias hidrográficas brasileiras.

E os efeitos da crise hídrica na Região Metropolitana de São Paulo podem se intensificar no ano de 2022, comprometendo inclusive o abastecimento humano.


Sistematicamente, conforme indicavam as previsões climáticas realizadas desde o final do ano passado – e atualizadas mensalmente – a situação dos mananciais paulistas está piorando. Hoje, temos que todos os sistemas produtores disponíveis em 2013 estão em situação pior. Como resultado, temos 19,2 pontos percentuais menos água armazenada em 2021 do que no mesmo período de 2013. Isso reforça a perspectiva de que esta nova crise hídrica se transforme em uma crise de abastecimento em 2022 no Centro-Sul do Brasil, infelizmente até pior que a crise de 2014-2015 que afetou milhões de pessoas na região.


Em relação a produção de energia, o menor fluxo de água coloca em risco a produção de energia elétrica, uma vez que 70% da energia elétrica consumida no Brasil provém de hidrelétricas. Com as turbinas operando em baixa carga, o consumidor brasileiro foi obrigado a pagar uma tarifa de luz mais cara para arcar com as operações das termelétricas — mais custosas e poluentes.


Em 1 de outubro iniciou-se um novo ano hidrológico, sendo um período de 12 meses compreendido entre o início de duas estações de chuva consecutivas, trazendo um pouco de esperança para que o cenário de escassez se altere. Mas as previsões de chuvas próximas às normais não permite muito otimismo. O ano de 2022 pode ser crítico se as chuvas não excederem as médias históricas.


No início do ano hidrológico deve-se estar alerta para os efeitos das primeiras precipitações fortes, muitas vezes acompanhadas com potentes rajadas de vento e com o aumento da agitação marítima. É importante que, neste período chuvoso que se inicia, já estejam executadas medidas de preparação e de proteção, como a desobstrução de sistemas de escoamento e de telhados, a fixação de estruturas soltas e a revisão de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas. E, durante os eventos de precipitação intensa, ter atenção e cuidado com a possibilidade de quedas de árvores e materiais da construção civil, descargas elétricas e ventos fortes.


Essas precipitações podem ser aproveitadas a partir da captação da água da chuva e serem utilizadas em descargas sanitárias, limpeza de pisos ou carros, irrigação e outros usos domésticos, comerciais e industriais não potáveis.


Considerando o contexto da atual crise hídrica, fenômeno que parece ser cada vez mais recorrente pela análise dos históricos de precipitação das 2 últimas décadas, é importante considerar o aproveitamento da água da chuva como medida de resiliência, de segurança hídrica, de economia e de eficiência.


A captação da água da chuva acontece a partir das calhas e coletores pluviais, que levam a água até filtros, onde os resíduos e impurezas serão eliminados, e reservatórios para armazenamento.


A MORTARA ENGENHARIA realiza estudos de viabilidade, projetos de captação de água de chuva e a instalação dos respectivos sistemas, seguindo as recomendações da NBR ABNT 15.527, norma elaborada com a participação de técnicos da empresa.


Realizamos ainda o projeto e instalação de sistemas de tratamento de água e esgotos, permitindo a adequação à legislação ambiental, e de monitoramento em tempo real do consumo de água e energia, evitando assim desperdícios e reduzindo custos de nossos clientes. Conheça mais em nosso site: https://www.mortaraengenharia.com.br




Fonte:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/09/01/todos-os-reservatorios-que-abastecem-a-grande-sp-estao-em-deficit-em-relacao-a-2013-pre-crise-hidrica-especialista-preve-falta-de-agua-em-2022.ghtml


https://www.infomoney.com.br/mercados/sem-chuva-significativa-sp-e-interior-caminham-para-3a-crise-hidrica-do-seculo-com-rodizios-e-multa-para-quem-desperdica/



#saneamentobasico #saneamentoambiental #sustentabilidadeambiental #meioambiente #engenhariaambiental #recursoshidricos #hidrologia #hidraulica #abastecimentodeagua #coletadeesgoto #tratamentodeagua #tratamentodeesgoto #reuso #engenharia #agu

10 visualizações0 comentário