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  • Giovanna Segismundo

O aquecimento global, a COP26 e a relação entre água e energia no Brasil

Durante os dias 31/10 a 13/11 ocorreu a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021 (COP26), que tem como objetivo tentar garantir o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global em 1,5ºC.


Após longos dias de debates e negociações, especialistas dizem que a Conferência apresentou um cenário positivo, visto que é a primeira vez que um texto da COP reconhece o problema específico provocado pelas emissões de fontes sujas de energia.


Uma das principais vitórias do acordo final é a necessidade de países apresentarem até o final de 2022 novos compromissos de redução de gases do efeito estufa. Isso porque as metas apresentadas até agora por cada país não seriam suficientes para limitar o aquecimento da Terra a 1,5°C, conforme previsto no Acordo de Paris, assinado em 2015.


A questão do financiamento para conseguir a redução necessária nas emissões globais ainda é crítica e não está totalmente equacionada, apesar de algum avanço nesse sentido durante as negociações ocorridas na COP26. Ou seja, as negociações precisam avançar e ainda estamos longe de endereçar a questão de forma definitiva.


Para contextualizar melhor o problema do aquecimento global, é importante apresentar que o efeito estufa é um processo físico natural, que ocorre quando uma parte da radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre (que reflete a radiação solar) é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera, os chamados gases do efeito estufa ou gases estufa.


Conforme podemos perceber pela imagem a seguir, o efeito estufa tende a ser um fenômeno natural benéfico, que mantém o planeta em temperaturas adequadas à vida na Terra, mas que se potencializado pode se tornar um grande problema em função das alterações climáticas que pode provocar. Considerando que os principais gases estufa são intensamente produzidos pelas atividades antrópicas, é inegável que a humanidade participa e potencializa este efeito. O relatório do IPCC de 2021, estabelece as correlações que deixam isso cada vez mais claro.



Os principais gases do efeito estufa são: o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). A emissão dos mesmos vêm de diferentes fontes no Brasil e no mundo, como por exemplo a queima de combustíveis fósseis, a produção de proteína animal, a queima de florestas etc.


É ainda muito preocupante o ciclo vicioso que o aquecimento global provoca no Brasil, visto que o aumento das temperaturas altera os ciclos hidrológicos e intensifica a ocorrência de crises hídricas num país que tem grande parte de sua matriz energética baseada em hidroeletricidade. Com menos água para produzir energia, se faz necessário buscar outras fontes de produção de energia, como as termelétricas, as quais aumentam a emissão desses gases do efeito estufa.


Considerando a necessidade de reduzir a emissão de gases do efeito estufa e a racionalização do uso da água, a MORTARA ENGENHARIA tem o compromisso de desenvolver projetos e apresentar soluções que possibilitem o desenvolvimento sustentável.


Alguns dos nossos serviços que contribuem para o desenvolvimento sustentável são: Estudos e implantação de placas solares para produção de energia e aquecimento, diagnósticos, conservação e monitoramento do consumo de água e energia, projetos de aproveitamento de água de chuva e controle de perdas em redes de distribuição, entre outros.


Entre em contato que iremos ajudar sua empresa ou indústria a reduzir sua pegada de carbono e sua pegada hídrica, contribuindo assim com a redução do aquecimento global!


Vamos fazer, juntos, a nossa parte?




Fontes:

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-59274397

https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg1/


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